Eles
marcaram a nossa história
26.02.1986
+ PE. WALDEMAR GALAZKA, CSsR
*10.06.1954 - +26.02.1986
Pe.Waldemar
chegou ao Brasil em abril de 1983. Trabalhou
no Santuário de Bom Jesus da Lapa e
nas comunidades da paróquia. Pouco
antes de ser transferido da Lapa para Una,
construiu um salão para reuniões
e catequese, ao lado da capela Santa Luzia.
No final de 1985, a nossa Missão da
Bahia assumiu um novo campo de trabalho pastoral
no Sul da Bahia, na diocese de Itabuna. No
dia 2 de fevereiro de 1986, o Pe. Waldemar
foi empossado como pároco de Uma, pelo
então bispo diocesano de Itabuna, D.Paulo.
No final da missa de posse, Pe. Waldemar disse:
"Sinto-me como se fosse ordenado sacerdote
de novo".
Após a posse, trabalhou apenas três
semanas. No dia 26 de fevereiro de 1986, morreu
de parada cardíaca nas ondas do Atlântico.
Suas últimas palavras foram: "Ó
Jesus, misericórdia, ó Jesus,
misericórdia".
Pe.Waldemar foi uma pessoa inquieta: sempre
estava correndo, sempre procurando alguma
coisa. Precisava de alguém com quem
pudesse se abrir, quem quisesse escutá-lo
e entendê-lo. Às vezes, nas altas
horas da noite, batia na porta do quarto dos
confrades: "Não durma, abra a
porta para conversarmos um pouco..."
Com frequência repetia: "Tenho
muito medo de morrer fora da Congregação".
Sentindo as dificuldades concretas que precisava
enfrentar, temia pela sua perseverança.
Foi inicialmente sepultado ao lado da igreja
paroquial de Uma, depois os restos mortais
foram transferidos para Bom Jesus da Lapa,
pois foi lá onde foi iniciado o trabalho
missionário Redentorista na Bahia.
Pe. Waldemar morreu jovem, com apenas 30 anos
e é o primeiro missionário redentorista
polonês sepultado na Bahia.
03.01.2008
+ PE. FRANCISCO DELUGA
*28.12.1934 - +03.01.2008
Na
madrugada do dia 3 de janeiro de 2008, na
casa paroquial de Amaralina, em Bom Jesus
da Lapa, faleceu Pe. Francisco Deluga, vítima
de uma parada cardíaca.
Pe. Francisco Deluga nasceu no dia 28 de dezembro
de 1934, na Polônia e poucos dias depois
(1º. de janeiro de 1935), foi batizado.
Os seus pais eram pequenos agricultores o
educaram na fé. A sua infância
foi marcada com as penúrias da II Guerra
Mundial (1939-1945). Em conseqüência
dos ataques, a casa da família foi
devorada pelo fogo. Sobrou apenas um paiol
com um estábulo, que o pai adaptou
para a moradia da família. Em meio
a tudo isso Francisco, de 16 anos, revelou
aos pais a vontade de ser padre. Para isso,
tiveram que vender o material adquirido para
a construção da casa. Os pais
nunca conseguiram construir a casa; moravam
num cubículo ao lado do estábulo
da única vaca que possuíam.
Francisco herdou dos pais o dom da bondade
e simplicidade que o ajudou a fazer muitas
amizades por onde passou, ao longo dos 47
anos de sacerdócio.
Foi ordenado em 1961, trabalhou durante 10
anos na Polônia, no Santuário
de Nossa Senhora, em Tuchów.
Chegou ao Brasil em 11 de fevereiro de 1972,
integrando o primeiro grupo missionário
polonês, destinado para trabalhar na
Bahia. Trabalhou na paróquia e no Santuário
de Bom Jesus da Lapa; em Salvador, na paróquia
da Ressurreição do Senhor; na
paróquia de Senhor do Bonfim, no norte
da Bahia; na paróquia de Uma, diocese
de Itabuna, depois do falecimento do Pe. Waldemar
Galazka (1986), e também foi reitor
do Santuário e Basílica de Senhor
do Bonfim, na capital baiana (1979-1980).
Como pároco em Bom Jesus da Lapa construiu
várias capelas, mas o seu grande feito
foi a edificação da bela igreja
de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,
no bairro Lagoa Grande. A Pastoral Familiar
foi sempre um destaque na atividade apostólica
do Pe. Francisco, em todos os lugares onde
trabalhou.
Foi sepultado no dia 4 de janeiro de 2008,
em Bom Jesus da Lapa, tendo a presença
aproximada de duas mil pessoas, demonstrando
muito carinho ao Pe. Francisco Deluga.
09.03.2008
+ PE. LUCAS KOCIK, CSsR
*04.01.1932 +09.03.2008

No
sábado, dia 8 de março de 2008,
Pe. Lucas Kocik, celebrando a missa vespertina
da liturgia do domingo, na capela do Colégio
ISBA, em Ondina, fez a homilia comentando
o Evangelho sobre a ressurreição
de Lázaro, frisando as palavras que
Jesus tinha dito a Marta: "Eu sou a ressurreição
e a vida! Quem crê em Mim, mesmo que
morra, viverá!" (Jo 11,25).
No dia seguinte, 9 de março, estava
marcado para duas celebrações,
na igreja de São Lázaro e São
Raimundo, no centro da cidade de Salvador.
Não as celebrou, nem fez as homilias
sobre a ressurreição, porque
ele mesmo experimentou a maravilhosa veracidade
das palavras de Jesus: "Quem crê
em Mim, mesmo que morra, viverá!".
Na madrugada do domingo, o nosso confrade
passou para a 'Casa do Pai', concluindo seu
trabalho de evangelização e
as obras que o mesmo conseguiu realizar para
o bem do Povo de Deus e da Congregação
Redentorista. As irmãs de São
Raimundo ligavam para lembrar ao Pe. Lucas
da celebração, e os confrades
de São Lázaro se admiraram por
ele não ter ido, já que o mesmo
era tão responsável em seus
compromissos. Diante disso, a constatação,
estava morto na cama do seu quarto.
Pe. Lucas Kocik nasceu no dia 4 de janeiro
de 1932, no sul da Polônia. No ano de
1949, fez sua primeira profissão religiosa
na Congregação e iniciou os
estudos de filosofia e teologia, no Seminário
em Tuchów. Em 1956 foi ordenado sacerdote,
iniciando aí um período de trabalho
sacerdotal muito abnegado e frutuoso, na região
da Polônia. Era um tempo muito carente
e de abandono, devido à devastação
causada pela II Guerra Mundial.
No início de 1972, juntamente com três
outros padres viajou para o Brasil. No dia
11 de fevereiro do mesmo ano chegou a São
Paulo, onde iniciou o estudo da língua
portuguesa. Depois de alguns meses, tendo
já os rudimentos da língua,
começou o trabalho pastoral em Bom
Jesus da Lapa. Pe. Lucas foi o primeiro ecônomo
da Missão Redentorista da Bahia e do
Santuário de Bom Jesus da Lapa. Depois
da saída dos confrades da Vice-Província
Nordestina, acontecida nos primeiros meses
do ano de 1973, além dos compromissos
pastorais, Pe. Lucas continuou a construção
do Abrigo dos Pobres e da residência
das Irmãs Filhas da Caridade (Vicentinas).
Construiu, também, a igreja de Santa
Luzia e, juntamente com o Pe. Ceslau Stanula,
a nova casa do Santuário, onde hoje
abriga a comunidade redentorista.
Quanto às edificações,
Pe. Lucas tem muitos méritos também
em Salvador. Durante vários anos orientou
a construção do Centro Comunitário
Paroquial (um prédio de quatro pavimentos)
na Igreja Matriz da Ressurreição
do Senhor, em Ondina, desde o alicerce até
a cobertura.
Pe. Lucas teve participação
ativa na montagem da Gráfica Bom Jesus
e, durante longos anos, foi responsável
pelo funcionamento e desenvolvimento da mesma.
Preocupou-se em preservar os objetos de valor
histórico para o futuro museu do Santuário
do Bom Jesus. Seguindo o exemplo de Santo
Afonso - nosso fundador, Pe. Lucas "não
perdeu nenhum minuto", por isso, à
margem dos trabalhos pastorais e de outros
compromissos, conseguiu contribuir para resgatar,
preservar e ordenar muitos documentos referentes
à história do Santuário
do Bom Jesus e da Vice-Província da
Bahia, editando-os, em dezenas de volumes,
principalmente para as bibliotecas e arquivos
da Congregação.
Elaborou e editou ainda vários livros,
brochuras e fascículos de orientação
catequética, pastoral e religiosa para
os peregrinos, sobre a história do
Santuário do Bom Jesus.
Nos últimos anos, trabalhou como arquivista
e secretário, organizando o arquivo
Vice-Provincial.
Não é possível resumir,
em poucas palavras, os 76 anos do fiel seguimento
de Cristo, sobretudo, o trabalho de um sacerdote
e missionário. Só Deus sabe
quanto sacrifício exigia esse seguimento,
carregando a cruz de cada dia.
O enterro do Pe. Lucas aconteceu no dia 10
de março, em Bom Jesus da Lapa. A liturgia
eucarística fúnebre foi realizada
na Gruta de Nossa Senhora da Soledade, presidida
por D. Ceslau Stanula, CSsR, bispo diocesano
de Itabuna-BA, concelebrada por D. Francisco
Batistela, CSsR, bispo diocesano de Bom Jesus
da Lapa e cerca de trinta sacerdotes redentoristas
e diocesanos.
Após a Missa e orações
litúrgicas realizadas pelo Pe. Antônio
Niemiec, superior Vice-Provincial, os restos
mortais do Pe. Lucas foram levados até
o cemitério de Santa Luzia, em local
reservado aos redentoristas, e sepultado ao
lado do Pe. Francisco Deluga, que havia falecido
há dois meses antes. No cortejo e sepultamento,
participaram associações e movimentos
religiosos e uma multidão de fiéis
lapenses.